Olá! Seja bem-vindo ao meu blog. Aqui escrevo sobre um pouco de tudo: meus projetos, realizações e experiências. Fique à vontade para navegar e comentar. Você também pode me encontrar nas redes sociais procurando por <@pablobrodrigues>. Desde já, agradeço pela sua presença!
[Livros] Outubro de 2026



[História da Arte] Pandora (Anesidora) entre Palas Atenas e Hefesto (O ky’lix-espada) • 470–460 AEC


[Conto] “O Rei dos Caiporas”, de Machado de Assis

Os acontecimentos humanos são regidos por um destino cego e caprichoso? Há estrelas propícias e estrelas funestas? Tem fundamento a crença popular de que certas criaturas são felizes porque choraram no ventre materno, e outras, desgraçadas porque não choraram nem riram?
Continue lendo “[Conto] “O Rei dos Caiporas”, de Machado de Assis”[Design Gráfico] Certificado de Melhoramento (Ideb) (2026)
Olá pessoal,
Vocês que chegaram aqui ao meu blog por meio de um convite no Instagram ou, ainda, por uma busca no Google vão encontrar por aqui muitos dos meus interesses. Entre eles, o design gráfico.
Gostaria, então, de compartilhar com vocês um dos meus trabalhos mais recentes. Fiz este certificado para um evento que teríamos na Superintendência Regional de Educação Nilza Pereira Leite, onde trabalho.
O que vocês acharam? Segue o link do Canva caso você queira utilizar o material, <clique aqui>.



[Docência] Ser Professor: “Um mundo de oportunidades”
Recentemente, assumi a função de Técnico Pedagógico de Projetos e Ações na Secretaria de Educação do Espírito Santo, atuando na Superintendência Regional de Carapina, que atualmente conta com 65 escolas.
Deixar a escola onde atuava foi um processo doloroso. Desde o 7º ano do Ensino Fundamental (antiga 6ª série), eu já havia decidido ser professor. Esse desejo sempre me acompanhou e me motivou a ingressar na universidade e escolher um curso de licenciatura.
Após três anos como professor da Rede Estadual do Espírito Santo, tornei-me efetivo, o que me possibilitou mobilidade para atuar em outros cargos dentro da própria rede.
Atuei como professor de Língua Portuguesa e de Disciplinas Diversificadas (Estudo Orientado, Projeto de Vida, Protagonismo, Eletiva e Atividade de Pesquisa), além de Tutoria. Também fui Professor Coordenador da Área de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, coordenando as disciplinas de Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Arte e Educação Física. Essa trajetória me proporcionou uma rica experiência pedagógica e administrativa.
Agora, como Técnico Pedagógico da SRE, integro uma equipe multidisciplinar na área de Projetos e Ações, atuando em 21 projetos pedagógicos da SEDU. Em breve, espero compartilhar um pouco sobre a experiência de gerenciar essas ações. Os projetos são os seguintes:
[Entrevista] «Sociedade em rede é a morte da reflexão», de Vladimir Safatle e Marilena Chauí à Carta Capital
[Resenha] «Elizabeth Costello», de J. M. Coetzee [Tradução de José Rubens Siqueira] (Companhia das Letras, 2004)
“O que já disse antes: que não posso me permitir acreditar. Que na minha profissão é preciso suspender a crença. Que a crença é um deleite, um luxo. Que atrapalha.” “É mesmo? Alguns de nós diriam que o luxo que não podemos nos permitir é a descrença.”
Elizabeth Costello está na minha lista de livros mais especiais já lidos até o momento. Trata-se de um dos romances do premiado autor sul-africano J. M. Coetzee, atualmente residente na Austrália. Publicado no Brasil pela Companhia das Letras, o livro tem 256 páginas, sendo traduzido por José Rubens Siqueira, também responsável por traduções de autores consagrados como Vladimir Nabokov, Kazuo Ishiguro e Salman Rushdie.

O romance apresenta a história de uma escritora por meio de oito conferências sobre literatura. A aposta de Coetzee é levar a metalinguagem ao limite, fazendo-nos admirar o atravessamento entre a autora fictícia e o autor real. Entre dilemas familiares, o cuidado com o filho, os desafios da escrita e reflexões sobre ficção, o livro me prendeu do início ao fim.
Cheguei a Elizabeth Costello devido a minhas leituras de Franz Kafka, um dos inúmeros autores citados ao longo da obra. Dois textos, em especial, reverberam nas falas de Elizabeth. O primeiro é o conto “Um relatório para uma academia”; o segundo, que aparece no desfecho do romance, é a parábola “Diante da Lei”. Em ambos os momentos, a personagem não somente comenta Kafka, mas parece assumir o próprio lugar daquele que fala à academia e, por fim, o lugar daquela que deseja atravessar uma porta, não necessariamente a da lei nem a que conduz à luz no fim do túnel.
Recomendo fortemente a leitura deste livro de Coetzee. E agradeço ao meu amigo Henrique, que foi quem primeiro me apresentou este autor.
REFERÊNCIA
COETZEE, J. M. Elizabeth Costello. Tradução de José Rubens Siqueira. São Paulo: Companhia das Letras, 2004.
[Fotografia] Roberto Mattos (2021) by pablobrodrigues
[Resenha] «Coisa de Rico», de Michel Alcoforado (Todavia, 2025)
“O choque despertou meu interesse em responder à pergunta fundamental: o que faz um rico, rico no Brasil?” – «Coisa de Rico», de Michel Alcoforado (Todavia, 2025).
O livro Coisa de rico: A vida dos endinheirados brasileiros, de Michel Alcoforado, foi um dos importantes lançamentos da editora Todavia em 2025. Com uma escrita envolvente, o antropólogo brasileiro revela ao leitor o universo dos ricos e super-ricos no Brasil. São 240 páginas de trabalho etnográfico que fazem com que um tema, por vezes tido como “fútil”, presente nas revistas de fofoca ou em programas pitorescos da televisão aberta, passe agora pelo crivo das Ciências Sociais: “O argumento da tese faz sentido; trata-se de um fenômeno social facilmente identificável aos olhos dos presentes.”

Aprendemos com Alcoforado que os ricos brasileiros são ricos em relação a outros ricos. Um rico nunca se vê como rico. O maior medo dos ricos é o de ser pobre. A diferença entre ricos tradicionais e ricos emergentes. O poder imaginativo do dinheiro e os objetos distintivos da riqueza. E que até nomes como João Moreira Salles, um dos cineastas mais abastados do planeta, com fortuna estimada em 4,9 bilhões de dólares, considera-se “classe média”. O livro reacendeu em mim o interesse pela Antropologia, permitindo-me refletir sobre o quanto esse saber se faz necessário para a compreensão da realidade de nosso país.
REFERÊNCIA
ALCOFORADO, Michel. Coisa de rico: a vida dos endinheirados brasileiros. São Paulo: Todavia, 2025.
[Oficina] Encadernação artesanal com a @trifoliumatelier na Casa Cousa


